tipos de planos de saude

ambulatorial ,hospitalar,referencia

Plano ambulatorial

Para quem quer fazer um baixo investimento, esse talvez seja o tipo ideal de plano de saúde. Em contrapartida, é um dos mais limitados em termos de prestação de serviços.

Nesse tipo, o segurado tem acesso a consultas ilimitadas, exames de rotina e outros procedimentos ambulatoriais. O plano cobre também atendimentos de emergência até as primeiras 12 horas, mas não dá direito à internação.

Hospitalar sem obstetrícia

Com um investimento um pouco maior, o segurado tem outras opções de atendimento não atendidas na versão anterior. Está nesse tipo de plano o atendimento hospitalar sem limites de diária, o que inclui UTI, quimioterapia, radioterapia, entre outros. É garantida também a cobertura de exames complementares durante o período de internação.

Cobre ainda procedimentos especiais, como hemodiálise, diálise peritonial, fisioterapia e acompanhamento pós-operatório em pacientes que se submeteram a transplante de rim ou córnea. Vale ressaltar, que embora nesse tipo de plano não seja englobado o parto, é compreendido o atendimento de emergência necessário para a preservação da vida da mãe e do bebê.

Hospitalar com obstetrícia

Além dos benefícios descritos anteriormente, esse tipo contempla exames e procedimentos relativos ao pré-natal, além de assistência ao parto e ao recém-nascido durante 30 dias a contar da data do nascimento do bebê. Garante ainda a inclusão do recém-nascido como dependente do plano, sem necessidade de carência, desde que a inscrição ocorra em até 30 dias após o nascimento.

Plano referência

Essa é a modalidade mais completa e abrange assistência médico-hospitalar para todos os procedimentos clínicos, cirúrgicos e atendimento de urgência e emergência. É garantida a realização de todos os exames e procedimentos aceitos nos planos ambulatorial e hospitalar.

Plano odontológico

Como o próprio nome sugere, esta segmentação assistencial fornece atendimento exclusivamente odontológico. Compreende consultas, exames e atendimento de emergência e urgência odontológicos. Oferece procedimentos como endodontia, periodontia e cirurgias orais de pequeno porte realizadas em nível ambulatorial.

Outros fatores a levar em conta

Após escolher o tipo que mais se ajusta ao seu perfil e às suas necessidades, deve-se levar em conta outros fatores antes de sua decisão final. Apesar de haver muitas opções no mercado, escolher um bom plano de saúde não é tarefa das mais simples. A ANS dá algumas dicas importantes e queremos compartilhar algumas delas:

Reputação da operadora

Antes de fechar o contrato, peça ao vendedor que forneça a você o número de registro da operadora e do plano na ANS.

De posse dessas informações, consulte o portal da ANS, onde é possível saber se a operadora realmente existe, qual é o seu desempenho e em que posição ela está no ranking das prestadoras que mais recebem reclamações de seus consumidores

Política de reajuste de preço

Planos de saúde individuais ou familiares só poderão sofrer reajustes em duas situações: Um reajuste anual, definido pela ANS, na época do aniversário do contrato e outro por mudança de faixa etária.

Assim, informe-se com o vendedor o valor da mensalidade para cada faixa etária. E atenção: o primeiro reajuste por mudança de faixa etária acontece aos 19 anos de idade. Depois disso, deverá ocorrer a cada 5 anos, encerrando-se as mudanças aos 59 anos de idade.

Planos muito baratos

Fique atento, isso pode ser uma armadilha! A empresa ou corretor pode estar vendendo para sua família um plano empresarial. O que pode parecer uma vantagem vai custar caro! Isso acontece porque a ANS não interfere nos reajustes de planos de saúde contratados por empresas.

Assim, embora o valor inicial seja mais barato, no momento do reajuste, como a operadora não é obrigada a seguir os valores estabelecidos pela ANS, o preço pode ficar bem mais alto. Para evitar cair nessa armadilha, compare os valores de outras operadoras ou veja quanto seus amigos pagam em situações semelhantes.

Seus direitos

Não é à toa que os planos de saúde figuram entre os recordistas de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. Por isso, é importante conhecer seus direitos. Veja abaixo alguns deles:

Se eu tiver uma doença, a empresa pode recusar meu contrato?

Não. Em nenhuma circunstância isso pode acontecer. Mas em caso de doença preexistente, a operadora tem duas opções: suspender por dois anos o atendimento de procedimentos associados à doença que você declarou ou fazer um acréscimo no valor da mensalidade para que você tenha acesso a todos os atendimentos, inclusive aos relacionados a essa doença.

Depois de firmado o contrato, a operadora pode cancelar?

Isso pode acontecer em casos de fraude, como deixar de declarar uma doença ou emprestar a carteira para terceiros.

Também pode ser motivado por inadimplência. Caso o segurado não efetue o pagamento por dois meses, consecutivos ou não, a prestadora tem o direito de cancelar o contrato. Mas nesses casos, o contratante deverá ser notificado com 10 dias de antecedência.

A empresa pode me fazer alguma exigência no momento do contrato?

Sim. Pode exigir que você preencha uma declaração de saúde para saber se você tem alguma doença. Para ajudá-lo a preencher o documento, a empresa pode indicar um médico.

Em alguns casos, a companhia exige que você faça uma perícia médica. Mas vale ressaltar que nesses casos os custos são cobertos pela empresa que vende o plano. Nenhuma taxa de adesão deverá ser cobrada, apenas o valor da mensalidade.




Está pagando muito caro pelo seu plano de saúde?Está esperando o que para reduzir esse custo? Faça uma cotação!